As origens da bateria moderna remontam à 1800, quando o Italiano Alessandro Volta criou a pilha não recarregável.
A partir de 1830, surgiram os primeiros veículos elétricos alimentados por baterias, mais "rápidos e silenciosos", mas que tinham o inconveniente de não poderem percorrer longas distâncias porque logicamente dependiam de carga das baterias.
Em 1859, o francês Gaston Plantê aperfeiçoou o invento de Alessandro Volta, que passou a acumular energia elétrica, sendo recarregável.
A utilização do invento de Gaston em escala comercial em automóveis passou a ser difundida por volta do ano de 1912, quando surgiu a ignição por bateria, em substituição à realizada por meio de magnetos.
As baterias automotivas ainda que utilizando a tradicional tecnologia chumbo-ácido, sofreram desde sua concepção inicial diversas mudanças. Inicialmente fabricadas com liga de Antimônio, eram adequadas aos veículos antigos, onde os equipamentos elétricos e eletrônicos eram quase inexistentes. A maioria de limitava à utilização de apenas um rádio.
Hoje, com a modernização dos automóveis, a quantidade de equipamentos elétricos, especialmente os de gerenciamento eletrônico, é grande, mesmo em veículos populares.
Outro fator que sofreu uma importante mudança foi a posição da bateria com relação ao motor e conseqüentemente sua temperatura de trabalho.
Quando nos veículos de até uma década atrás, a temperatura de trabalho de uma bateria não ultrapassava os 50ºC, hoje, é comum encontrarmos baterias trabalhando a temperaturas ao redor de 90ºC, um verdadeiro desafio para um produto, cujo funcionamento é essencialmente químico, e como tal, extremamente dependente da temperatura em que se encontra.
Mundialmente, muitas pesquisas foram desenvolvidas, procurando ao mesmo tempo ultrapassar as dificuldades decorrentes das mudanças na aplicação e utilização das baterias, bem como torná-las livre de manutenção, esta última, uma característica sempre solicitada pelo mercado desde os primórdios da utilização de baterias em veículos automotores.